“Circus”: Britney supera erros recentes e grava disco caprichado
Por Tom Leão
Nos últimos meses, você só tem ouvido falar de Britney Spears através das páginas de fofocas das revistas e de sites especializados em celebridades. Música que é bom, nada. Até porque a última vez em que Brit apareceu ao vivo, numa premiação da MTV, foi triste: fez um playback safado e umas dancinhas vagabundas. Queimou o filme, mas não por muito tempo. A garota está fazendo aquilo de que os americanos tanto gostam depois de ver seus ídolos na lama: dar a volta por cima.
É incrível como Brit fez tudo errado ao longo de dois anos. Mas conseguiu gravar um disco no capricho, apesar de ele não trazer nada de novo ao pop radiofônico e para academias. Como em tempos de vendas baixas ela ainda garante alguma boa renda para sua gravadora, bastou convocar produtores de primeira e, em poucos meses, saiu Circus (Sony&BMG). E o título, de certa forma, faz referência ao tipo de vida que ela levou ultimamente.
Parece que Britney amadureceu. Pelo menos nas letras. E a faixa de abertura, Womanizer, é seu cartão de visitas e uma das duas ou três realmente boas do disco. Ela se “mulherizou”. E, através de letristas contratados, canta nesta faixa coisas como “Ei, superstar, de onde você vem, para onde você está indo?”. Na faixa seguinte, a que dá título ao disco, a letra é melhor e diz: “Neste mundo, só há dois tipos de pessoas: as que entretêm e as que observam.” Então, ela se põe no meio do picadeiro, como a que está aqui para entreter, ainda que vire uma espécie de animal numa jaula, sendo observada por todos. É um bom eufemismo ou metáfora de sua própria vida.
Depois, o disco segue de forma previsível - como é previsível esse tipo de música pop: vocais processados por computador, ritmos e efeitos do momento, aquela coisa que fica entre o dance-farofa e o r&b para patricinhas. Tudo muito óbvio, com uma vantagem: os produtores não tentaram “timbalandizar” o disco, como fez Madonna em seu último trabalho, no qual tenta soar atualizada a todo custo. Os produtores de Brit preferiram atirar em várias direções, e por vezes até resvalam no pop-dance europeu de nomes como Kylie Minogue, por exemplo. Espertamente, há quase um tipo de música para cada nicho de mercado.
Britney Spears foi lá no picadeiro e fez seu número direitinho. Geme, grita, rebola, faz caras e bocas. Vai alcançar os topos das paradas de sucesso e fazer você sentir raiva de algumas das músicas depois de ouvi-las zilhões de vezes em tudo quanto é lugar. Isso é o pop. E Brit é a sua princesa.
Por Tom Leão
Nos últimos meses, você só tem ouvido falar de Britney Spears através das páginas de fofocas das revistas e de sites especializados em celebridades. Música que é bom, nada. Até porque a última vez em que Brit apareceu ao vivo, numa premiação da MTV, foi triste: fez um playback safado e umas dancinhas vagabundas. Queimou o filme, mas não por muito tempo. A garota está fazendo aquilo de que os americanos tanto gostam depois de ver seus ídolos na lama: dar a volta por cima.
É incrível como Brit fez tudo errado ao longo de dois anos. Mas conseguiu gravar um disco no capricho, apesar de ele não trazer nada de novo ao pop radiofônico e para academias. Como em tempos de vendas baixas ela ainda garante alguma boa renda para sua gravadora, bastou convocar produtores de primeira e, em poucos meses, saiu Circus (Sony&BMG). E o título, de certa forma, faz referência ao tipo de vida que ela levou ultimamente.Parece que Britney amadureceu. Pelo menos nas letras. E a faixa de abertura, Womanizer, é seu cartão de visitas e uma das duas ou três realmente boas do disco. Ela se “mulherizou”. E, através de letristas contratados, canta nesta faixa coisas como “Ei, superstar, de onde você vem, para onde você está indo?”. Na faixa seguinte, a que dá título ao disco, a letra é melhor e diz: “Neste mundo, só há dois tipos de pessoas: as que entretêm e as que observam.” Então, ela se põe no meio do picadeiro, como a que está aqui para entreter, ainda que vire uma espécie de animal numa jaula, sendo observada por todos. É um bom eufemismo ou metáfora de sua própria vida.
Depois, o disco segue de forma previsível - como é previsível esse tipo de música pop: vocais processados por computador, ritmos e efeitos do momento, aquela coisa que fica entre o dance-farofa e o r&b para patricinhas. Tudo muito óbvio, com uma vantagem: os produtores não tentaram “timbalandizar” o disco, como fez Madonna em seu último trabalho, no qual tenta soar atualizada a todo custo. Os produtores de Brit preferiram atirar em várias direções, e por vezes até resvalam no pop-dance europeu de nomes como Kylie Minogue, por exemplo. Espertamente, há quase um tipo de música para cada nicho de mercado.
Britney Spears foi lá no picadeiro e fez seu número direitinho. Geme, grita, rebola, faz caras e bocas. Vai alcançar os topos das paradas de sucesso e fazer você sentir raiva de algumas das músicas depois de ouvi-las zilhões de vezes em tudo quanto é lugar. Isso é o pop. E Brit é a sua princesa.

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